sábado, 29 de março de 2014

Precisamos unir Talentos e Idéias com Honestidade

Chega desse modelo político ultrapassado. A sociedade não suporta mais tanto descaso.
Porque não temos um Plano de Governo que atenda aos nossos anseios, e, é claro, à prova de políticos desonestos? Administrar um País imenso como o nosso não é tarefa das mais fáceis e nem pode estar entregue a esses que estão ai há décadas e que já demonstraram a sua total incompetência e falta de vontade.

Tomemos a educação por exemplo. Qual a dificuldade em coletar dados com um censo, fazer um raio X preciso da situação atual, identificando a população em idade escolar, índices de evasão escolar, quantidade de unidades escolares e carências dessas unidades? Porque não formamos uma equipe de trabalho composta de profissionais da área de educação para definição de modelos, estudo de exemplos que deram certo, seja no Brasil ou em outros Países? Aliás, esse é um ponto vital: chega de gente despreparada, leiga, querendo comandar qualquer área que requeira conhecimento especializado. Que diminua-se esse número exagerado de políticos e abra-se espaço para um corpo técnico capacitado.

De posse de todo esse estudo, seriam elaborados Planos de Governo para a Educação, de curto, médio e longo prazos, Planos que deveriam obrigatoriamenre ser seguidos pelo Executivo, independente da ideologia partidária, acabando com a "fogueira de vaidades" que impera dentro desses políticos. Seriam definidas toda a infraestrutura a ser construída ou reformada, capacitação de profissionais de ensino, valorização salarial, seus custos, orçamento, enfim, uma definição clara das receitas, investimentos e despesas.

Da mesma forma, para a área de saúde, segurança, transporte, saneamento básico, energia etc., obteríamos um conjunto de ações identificadas e quantificadas a serem coordenadas em função dos Planos específicos de cada área. O orçamento dos entes federados seria direcionado para cumprir as metas estabelecidas nos Planos.

Quase 30 anos pós regime militar, com votação direta de nossos representantes, e o que foi feito em prol da sociedade? Muito pouco. Cada um quer o mérito de uma obra, que invariavelmente não é concluída, e ao fim de tudo, só desperdício de dinheiro público. A definição de Planos sérios e abrangentes requer tempo de estudo e muitas mudanças, mas, se não houver uma conscientização que alguma coisa tem que ser feita .... ai nosso futuro será mesmo sombrio. Idéias tem que ser discutidas, precisamos de novos e de menos politicos, e de mais talentos.

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quarta-feira, 19 de março de 2014

Supervia ou "O Trem da Odebrecht"

Cariocas sofrem diariamente com o descaso da Supervia. Mas, o que está por detrás de todo esse caos? Precisamos voltar no tempo para ter a exata noção da total falta de respeito dos governos do nosso Estado com a população.

QUANDO TUDO ANDAVA NOS TRILHOS

Ainda no regime militar, nos idos de 1984, foi tranferida a gestão do transporte ferroviário de passageiros da RFFSA para a CBTU - Companhia Brasileira de Trens Urbanos. Até então, tudo caminhava nos trilhos, ou melhor, a intenção era manter o controle estatal federal em uma Companhia que cuidasse exclusivamente do modal destinado aos passageiros, restando à RFFSA a gestão dos ramais de transporte de carga. A CBTU herdou um transporte de 1,2 milhão de passageiros/dia, e com diversos Planos de Expansão em desenvolvimento para Metas de transporte de em médio prazo para 1,5 milhão e 1,8 milhão de passageiros/dia.

O COMEÇO DA TRAMA

O caos tem seu início nos "Governos Civis" ao final da década de 80, com o total abandono dos investimentos e de recursos de custeio para manutenção da ferrovia, pura manobra política, propositadamente para convencer a população que a iniciativa privada e "seu" capital estaria mais apta a oferecer um transporte ferroviário de melhor qualidade.
Para dar a dimensão exata do descaso que imperou na época em que a gestão da ferrovia estava a cargo do governo Collor, reproduzo a resposta da então Diretora de Administração, parente de Collor, arguida sobre a falta de peças de fixação dos dormentes que fazem a fixação dos trilhos, vitais para a segurança, evitando descarrilamentos: respondeu que "... não pago a voces gerentes para me trazerem problemas, e, sim para apresentar soluções. No caso em questão voces tem que resolver de qualquer forma, tem que saber assumir o risco calculado!".
Em 1994, põem em prática o seu intento, com a criação da FLUMITRENS - Companhia Fluminense de Trens Urbanos (empresa atualmente em processo de liquidação) que teve como papel principal "preparar" o terreno para a futura privatização dos seus serviços.
Em 1998, conseguem "na marra" efetivar a concessão dos serviços de transporte ferroviário, mesmo com parecer contrário do TCE - Tribunal de Contas do RJ, que apontou diversas irregularidades no Edital de Licitação, inclusive com graves danos ao erário público.
Tem início, então, a privatização, com a concessão para o Consórcio Espanhol Bolsa 2000, criador da empresa Supervia.
Um detalhe a mais: o processo teve total apoio do, à época, Deputado Federal do PT, presidente do PT no Rio de Janeiro, e ex-ferroviário, onde atuava na função de artífice de manutenção nas oficinas de trens, Sr. CarlosSantana, traidor da classe ferroviària.


A VERDADE DOS FATOS

Na verdade, apesar da negociação de aquisição do direito de exploração dos serviços no valor de R$ 280 milhões, coube à Supervia apenas o pagamento ao Estado de R$ 28 milhões, sendo 30% de imediato e os 70% restantes parcelado em 240 meses, com inicio somente após o decurso de 5 anos da assinatura do contrato. Quanto aos mais de R$ 250 milhões deveriam ser "investidos na recuperação do sistema". Ora, bem sabemos que a Supervia só se preocupa em arrecadar a tarifa. É nítido que não promoveu ao longo dos mais de 15 anos de concessão nenhum investimento, muito menos "recuperação" dos sistemas, limitando-se a aguardar as ações do Estado através do PET - Programa Estadual de Transporte". Isso mesmo, o Estado promoveu a privatização, porém, manteve a responsabilidade sobre os investimentos e muitas das "recuperações e melhorias dos sistemas".
O que a Supervia promoveu foi o fechamento de diversos setores de manutenção do sistema de trilhos, elétrico, sinalização e oficinas de trens. Não é difícil entender o porque de todo o caos, com frequentes panes e descarrilamentos, fruto da péssima qualidade de manutenção, priorizando os seus lucros em detrimento, principalmente, de oferecer um transporte digno e com segurança aos seus usuários.

O PET - PROGRAMA ESTADUAL DE TRANSPORTE

Esse Programa foi criado, antecedendo a trama da privatização, e teve como principal foco tornar interessante o processo de concessão, uma vez que o ônus dos investimentos e melhorias de maior vulto recaissem sobre o Estado, beneficiando assim a concessionária, no caso, a Supervia.
Os recursos vem do BIRD – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento, e, naturalmente, com aportes do nosso Estado. Ou seja, o Estado continua bancando tudo: novos trens, reformas estruturais e implantação de alguns novos sistemas da ferrovia. À Supervia compete o "filé": a operação dos trens e a arrecadação das bilheterias".

AS TARIFAS

No inicio do contrato, em 1998, a tarifa tinha o valor de R$ 0,60. Uma cláusula do contrato prevê aumento da tarifa no seguinte caso: "...desde que seja implementado um sistema de ar condicionado em todos os carros...". E bem sabemos que não é o que ocorre. A população usuária dos serviços sofre diariamente em trens lotados e muito, muito quentes, sem nenhum conforto térmico.

A PRORROGAÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO

Apesar da prestaçåo de serviço caótico praticada pela Supervia, o Estado prorrogou o contrato de concessão, em 2010, apesar de ainda estar na metade do prazo de concessão inicial de 25 anos, desta feita por mais 38 anos, ou seja, até o ano de 2048!!!!!!!!!!
O que estava por detrás dessa "negociata"? Simples: a Odebrecht comprou a Supervia e ganhou de prêmio uma concessão pelo prazo de 38 anos, burlando a regra do Estado de prazo de 25 anos, admitido uma prorrogação por igual período!
A desculpa dada é que a excelência de prestação de serviços da empresa Odebrecht iria realizar as melhorias "padrão Fifa e Comitê Olímpico" ..... só rindo mesmo disso tudo, pra não chorar. Sabemos bem que é o Estado, com o nosso dinheiro que vai "alavancar" as melhorias, e que, ainda assim, vai se limitar a aquisição de novos trens.
Na verdade, os sistemas da ferrovia, tanto na infraestrutura de trilhos, quanto o sistema elétrico e de sinalização, não comportam nem aumento de velocidade e muito menos de aumento da frota de trens. Nem a Supervia e nem o Estado promoveram as melhorias necessárias para que isso possa ocorrer.

PARA FINALIZAR

Apesar de todas essas "benesses" que o Estado concedeu ao grupo Espanhol e atualmente à Odebrecht, a população recebe em troca um transporte ridículo, sem qualquer compromisso de eficiência, pontualidade, conforto e segurança. Os sistemas são arcaicos, sem qualquer tecnologia, e totalmente inseguros, com frequentes paralisações, falhas de energia, sinalização, descarrilamentos e uma total inexistência de um sistema de comunicação.
Esse Conglomerado Odebrecht que criou a empresa Odebrecht TransPort (coincidentemente em 2010!!!!!!!!), tem 40% de capital estrangeiro e fechou o ano de 2010 com um faturamento superior a R$ 55 bilhões de reais.
Se mantidos os Planos de Expansão do transporte ferroviário da época da RFFSA e início de gestão da CBTU, poderíamos ter hoje a marca de no mínimo 2,5 milhões de passageiros/dia ..... a Supervia transporta em torno de 650 mil apenas, e, não tem como expandir no cenário atual no curto prazo,
Enfim, que Deus nos ajude, pois o Seu Cabral vai muito bem passeando em seu helicóptero privativo.












sábado, 15 de março de 2014

Policia pra que Policia

A quem interessa esses ataques à Policia? A quem interessa as tentativas de desmoralizar a Instituição? As "vozes da sabedoria" somente gritam para proferir sua sentença de culpa aos que existem para atuar em sua própria defesa, e sempre inocentando delinquentes com uma extensa ficha criminal. Acobertar criminosos não é só omissão, é crime da mesma forma.
Engraçado é que essas mesmas "pessoas" ao sofrerem na própria pele as atrocidades praticadas pelos meliantes, quando são roubados, feitos reféns, quando seus familiares e amigos são atingidos de alguma forma, a quem recorrem? Aos traficantes? Aos "pobres inocentes", ou quem sabe aos "menores indefesos"? Não, com certeza que não! Nessa hora rezam para que surja aquela mesma Policia que tanto atacam. Chamo isso de pura hipocrisia.
Então, aí vai uma sugestão para essa "gente": Combatam com veemência tudo de ruim que advem do crime, do tráfico, de "seres desumanos" que tiram dia após dia a paz do convívio em sociedade. Mas, comecem por si mesmo, com exemplos de caráter e honestidade. Aí, pense um instante, quem sabe nessa hora, a sociedade e os "senhores e senhoras"não irão mais precisar daquela Policia que tanto dizem odiar. Pode não ser a melhor do mundo, mas é a que temos para nos salvar ...... portanto, respeitem para serem respeitados.